Brasileiro é eleito para estar a frente da Organização Mundial do Comércio.

Brasileiro assumirá em setembro/13 comando da OMC.

Roberto Azevete vence eleição e vai comandar a OMC até 2017.

 

A vitória brasileira não contou com o apoio dos Estados Unidos nem da União Europeia, mas não houve manifestações contrárias à vitória dele.

 
 
 
 
 

O brasileiro Roberto Azevêdo vai assumir o comando da Organização Mundial do Comércio em setembro. É o primeiro latino-americano a ocupar esse cargo.

A vitória brasileira não contou com o apoio dos Estados Unidos nem da União Europeia, mas mesmo com essa divisão não houve manifestações contrárias à vitória dele.

Com muita diplomacia, Roberto Azevêdo vai enfrentar também o desafio de buscar o difícil consenso e ampliar acordos multilaterais entre os países.

Foram três rodadas de disputa. O embaixador Roberto Azevêdo ganhou de oito candidatos e se tornou o primeiro brasileiro e também o primeiro latino-americano a comandar a OMC, a Organização Mundial do Comércio. Com 159 integrantes, a organização decide as disputas comerciais entre os chefes de Estado.

Desde 2008, o embaixador Roberto Azêvedo é o representante permanente do Brasil na OMC. Tem mais de 15 anos de carreira dedicados ao comércio internacional. O que pesou para a eleição dele foi a habilidade para o diálogo e a negociação.

A vitória do brasileiro contou com o trabalho direto da presidente Dilma Rousseff, que conseguiu apoio de países de diversos continentes. Os que fizeram a diferença foram os chamados Brics: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff afirmou que essa não é uma vitória do Brasil, nem de um grupo de países, mas da Organização Mundial do Comércio. Na OMC, o mandato é de 4 anos.

O ministro das Relações Exteriores destacou a posição de liderança dos países emergentes e rebateu as críticas de que o Brasil tem imposto barreira ao comércio internacional.

“O protecionismo é uma perspectiva até certo ponto subjetiva. O que eu posso dizer é que o Brasil sabe das suas obrigações no plano internacional, e quando se trata de medidas comerciais, extremamente respeitoso das regras da Organização Mundial do Comércio”, afirmou Antonio Patriota.

Já o ex-embaixador acredita que o grande desafio do brasileiro será fortalecer a OMC. “A OMC hoje, depois do fracasso da rodada de Doha, está marginalizada. Há uma serie de acordos que estão sendo feitos ao lado da OMC, não com a OMC”, afirma Rubens Barbosa.

Roberto Azevêdo vai falar sobre os novos passos na OMC depois do anúncio oficial da vitória dele, em Genebra, às 10h - horário do Brasil.

Fonte: www.globo.com/bomdiabrasil