Economia: Juros do cheque especial sobem em março para 220,4% ao ano

Está na hora de parar de tentar “apagar fogo com gasolina”.

Um discurso que virou rotina em apresentações de nosso trabalho é comparar a empresa com o corpo humano.

 

Faz parte da cultura brasileira, ir ao médico somente em casos de emergências extremas de saúde, pois quando temos alguma indisposição, damos preferência em tratar os sintomas ao invés de tratar a causa.

 Infelizmente, nosso empresariado está transferindo este mau hábito para as administrações de suas instituições, e ao invés de procurar a raiz dos problemas encontrando soluções para aqueles, mesmo que isto a princípio seja como um “remédio amargo” dá preferência a soluções imediatistas que na verdade, são problemas a longo prazo camuflados em soluções.

 Mas como discernir se uma situação é um problema esporádico ou uma exceção que está virando regra? Precisa estar atento aos sintomas.

 Vejamos aluns sintomas de que algo sério de errado está acontecendo na empresa:

 a)      Quitar contas vencidas com cheques pré-datados virou uma rotina;

b)      Entrar no cheque especial, se tornou uma constância;

c)       A necessidade de antecipar recebíveis vem se tornando parte do cotidiano;

d)      Quitar décimo-terceiro de funcionários, é sinônimo de endividamento;

e)      É impossível demitir um mal funcionário, pois a empresa não tem dinheiro para os acertos trabalhistas.

 

Nesta semana, o Banco Central informou que os juros do cheque especial atingiu a taxa média mais alta desde dezembro de 1995, chegando ao patamar de 220,4% ao ano.

 Diante desta  informação é preciso parar e refletir: tenho resolvido os problemas na fonte, ou tenho procurado tais soluções imediatistas que não passam de tentativas de “APAGAR O FOGO COM GASOLINA”?

  Em tempos de crise, saber onde está o problema, talvez seja o grande passo em busca da solução!